ARQUEÓLOGOS NA VILA DA RAINHA E PORTO DA LIMEIRA.
ARQUEÓLOGOS NA VILA DA RAINHA E PORTO DA LIMEIRA.
Por Renato Pires Mofati
Evidente que o famoso arqueólogo “Indiana Jones” não marcará presença, seus compromissos são com o Santo graal, Arca da aliança e a Caveira de Cristal. Mas, arqueólogos do Estado do Rio de Janeiro com certeza vão estar presentes. Estou falando da Vila da Rainha e Porto da limeira, que são para estes uns dos principais atrativos quando o assunto é “Redescoberta”, ou seja, desvendar o passado. Localizada do outro lado da margem do Rio Itabapoana, mais precisamente em frente ao nosso Porto da Limeira, que em combinação faz parte de todo o complexo arquitetônico do lugar.
Construído a partir de 1535 pelo donatário da Capitania do norte do estado do Rio de Janeiro “Pero Góis da Silveira” e em comum acordo com o donatário da Capitania do Espírito Santo “Vasco Fernandes Coutinho” o referido local teve intenso movimento, realmente uma pequena cidade, e hoje os vestígios de tais construções são vistos por todos que por ali chega. Em destaque a rua de pedras (pé de moleque), alicerces de casas, igreja, ancoradouro, porto entre outros. O interesse destes arqueólogos e acadêmicos é explorar tal local em busca de preciosas informações do nosso passado, pois se trata de uma das mais antigas construções, há apenas 35 anos após o descobrimento do Brasil.
Muitos outros fatos se relacionam com o lugar, como a presença do Padre Anchieta e Padre Almada, responsáveis pela construção do altar de São Pedro apostolo e a Igreja de Nossa senhora das Neves, construída de madeira as margens do Ribeirão das Neves, cujas águas correm para o Rio Itabapoana. Vale resaltar a presença dos Índios: Venâncio, João e Natividade chefes de tribos que ajudaram na interlocução entre Brancos e Índios. Na região ocorreram constantes conflitos entre Índios goitacazes (Rio de Janeiro) e Tupi e Puri (Espírito Santo). Mas talvez o maior obstáculo que os moradores encontraram foi à colossal cachoeira que existia acima do lugar “Cachoeira do Inferno” o que não foi possível seguir com as embarcações, limitando-se assim a exploração. A região também foi duramente castigada por mosquitos, o que gerou doenças infectocontagiosas.
Para nós, mimosenses, é um fato interessante, haja visto que foi por ali que nossa história se iniciou.
Maiores informações: Sec. de Cultura e Sec. de Turismo. Fone: 3-555 1359 Mimosos do sul - E/S. (Renato Pires Mofati)